Você pode comprar micros baratos para montagem de lan house nos seguintes locais:
- Mercado Livre (anúncios diretos feitos por pessoas físicas e jurídicas): www.mercadolivre.com.br - Categoria Informática – Computadores,PCs.
- BuscaPé (compara preços de computadores das marcas LeNovo, Positivo, Dell, HP e outras oferecidas nas principais lojas virtuais - Americanas, Ponto Frio, Extra, Kabum, ...) : www.buscape.com.br – Categoria Informática – PC.
- Superbid (site de leilões de pessoas jurídicas e de leilões judiciais) - www.superbid.net
Como referência, seguem especificações e preços de computadores com configurações mínimas necessárias para utilização em lan houses, com oportunidades encontradas em lojas virtuais e nos sites acima no dia 8/06/2010:
• Os preços da Dell sem monitor tem diferença insignificante em relação a com monitor, por isso a proposta foi apresentada com monitor.
Obs. No Superbid no momento não havia nenhum leilão de computadores.
Como se pode ver na proposta acima, a melhor oferta na data de hoje foi encontrada no Mercado Livre.
Quando for avaliar outras propostas, é importante conferir a qualidade do mouse e da placa de vídeo, além do processador e da memória, pois isso tem muita influência para quem joga nas lans. Adquirir também monitores, teclados, mouses, fones de ouvido e webcam para as máquinas, bem como servidor e impressora.
Na definição da compra, levar em conta também prazo de entrega, garantia e condições de pagamento.
Para comprar os micros você também pode aproveitar as fontes de financiamento do governo a juros baixos como Cartão BNDES e FINAME.
terça-feira, 20 de julho de 2010
terça-feira, 13 de julho de 2010
Como criar metas para o departamento de compras?
Como criar metas para o departamento de compras de uma empresa no comércio varejista de calçados? Quais os indicadores para meta? Como são remunerados estes profissionais?
Metas
Abaixo seguem alguns parâmetros que são úteis para o estabelecimento de metas em um departamento de compras de uma empresa no comércio varejista de calçados:
1) Preço médio de venda do calçado menos o preço médio de compra (margem bruta). Essa margem é uma decisão estratégica da empresa, e acompanhá-la incentiva as habilidades de negociação do comprador, a execução de cotações de preço mais abrangentes, e sua atenção a oportunidades de compra como realizações eventuais de leilões e queimas de estoque de indústrias ou concorrentes.
2) Porcentagem de rejeições dos calçados recebidos. Quando se recebe um lote de mercadorias, elas podem ser rejeitadas por estar fora da especificação, por terem vindo com defeito, pelo preço da nota fiscal vir com valor diferente do que foi acordado e outros. A responsabilidade por esse problema pode não ser do comprador, mas é importante acompanhar esse índice devido ao papel do comprador na escolha e relacionamento com o fornecedor. Ele pode ajudar a prevenir esses problemas através da melhora dos processos de compras.
3) Porcentagem do estoque que não se movimentou. Um calçado que não é vendido na estação acaba propiciando uma lucratividade muito menor ou até prejuízo para empresa. Acompanhar o estoque não vendido serve para apurar as compras de modo a que as numerações, linhas e marcas sejam mais adequadas ao público da loja.
4) Número de pedidos de emergência. Dependendo do processo de compras da loja, pedidos de emergência podem acarretar em custos maiores de mercadoria, frete e operacionais. No entanto, a falta de um sapato da moda que esteja sendo procurado pelos clientes abre espaço para a concorrência. E ter um produto que todo mundo quer aumenta a clientela. Portanto, esse índice deve ser acompanhado e analisado conforme o contexto. Seu aumento pode tanto indicar um comprador mais interessado e o aproveitamento de oportunidades, quanto um comprador que não faz adequado planejamento.
5) Custos operacionais do setor (telefone, salários, papel, etc.). Os atacadistas e as indústrias estão aderindo ao uso da internet: alguns oferecem sistemas online em que o comprador entra no site para fazer o pedido, outros usam o MSN, Skype e e-mail para receber e enviar cotações e pedidos. O setor de compras da empresa pode reduzir muito seus custos aderindo a essas soluções, por isso esses custos devem ser acompanhados. Além disso, sistemas informatizados que automatizam muitas das funções de compras reduzem os tempos gastos nos processos de cotação, elaboração e envio de documentos, permitindo aos compradores dedicarem mais de seu tempo a funções estratégicas como negociação e desenvolvimento de novos fornecedores e produtos.
6) Preço de compra dos calçados. Esse preço pode ser comparado com índices de mercado, preço orçado e preço de venda. O comprador deve estar atento a novas oportunidades, sejam novos fornecedores e indústrias nacionais, novos produtos acessórios e complementares e até mesmo importação de produtos (como os produtos chineses).
7) Lucratividade. Esse indicador é referente ao desempenho de toda a empresa, mas como é muito influenciado pelo setor de compras, deve ser incluído em suas metas. A criatividade do comprador no desempenho de suas funções pode ter efeitos importantes na lucratividade da empresa.
Indicadores
Os seguintes indicadores podem ser usados para as metas do setor de compras:
1) Preço médio de venda do calçado menos o preço médio de compra (margem bruta). Depende da política da empresa. Mas sua comparação mensal quando não há mudança de política é importante.
2) Rejeições de calçados recebidos – Meta: menos de 1%. Não há indicador externo.
3) Estoque que não se movimentou – Isso é medido na troca de estação, a cada 3 meses. A meta depende do volume de vendas, variedade de marcas trabalhadas, fidelidade da clientela e outros. Calcule essa porcentagem para cada estação durante um ano, e acompanhe esse índice, para que seja reduzido conforme mudanças na estratégia de compras.
4) Número de pedidos de emergência. Acompanhar esse índice, para definir política de compras e se é o caso de aumentar freqüência de pedidos usuais e processo de entrega de mercadorias.
5) Custos operacionais. Metas são estabelecidas após implantação de mudanças. Exemplo: adoção do uso de MSN e Skype devem causar redução significativa na conta de telefone.
6) Preço de compra dos calçados. Indicador: IPA – Índice de Preços por Atacado da FGV. No site da FGV é necessário se cadastrar para ter acesso ao índice, mas você pode acessá-lo direto pelo site http://www.ecrel.com.br/inflacao.htm .
7) Lucratividade. Indicadores setoriais de lucratividade publicados na Revista Maiores e Melhores da Exame, anualmente.
Como remunerar
A maneira indicada para remuneração dos profissionais do setor de compras é o pagamento de um salário fixo adicionado de uma premiação trimestral, vinculada à lucratividade da empresa ou ao atingimento de alguma das metas.
Metas
Abaixo seguem alguns parâmetros que são úteis para o estabelecimento de metas em um departamento de compras de uma empresa no comércio varejista de calçados:
1) Preço médio de venda do calçado menos o preço médio de compra (margem bruta). Essa margem é uma decisão estratégica da empresa, e acompanhá-la incentiva as habilidades de negociação do comprador, a execução de cotações de preço mais abrangentes, e sua atenção a oportunidades de compra como realizações eventuais de leilões e queimas de estoque de indústrias ou concorrentes.
2) Porcentagem de rejeições dos calçados recebidos. Quando se recebe um lote de mercadorias, elas podem ser rejeitadas por estar fora da especificação, por terem vindo com defeito, pelo preço da nota fiscal vir com valor diferente do que foi acordado e outros. A responsabilidade por esse problema pode não ser do comprador, mas é importante acompanhar esse índice devido ao papel do comprador na escolha e relacionamento com o fornecedor. Ele pode ajudar a prevenir esses problemas através da melhora dos processos de compras.
3) Porcentagem do estoque que não se movimentou. Um calçado que não é vendido na estação acaba propiciando uma lucratividade muito menor ou até prejuízo para empresa. Acompanhar o estoque não vendido serve para apurar as compras de modo a que as numerações, linhas e marcas sejam mais adequadas ao público da loja.
4) Número de pedidos de emergência. Dependendo do processo de compras da loja, pedidos de emergência podem acarretar em custos maiores de mercadoria, frete e operacionais. No entanto, a falta de um sapato da moda que esteja sendo procurado pelos clientes abre espaço para a concorrência. E ter um produto que todo mundo quer aumenta a clientela. Portanto, esse índice deve ser acompanhado e analisado conforme o contexto. Seu aumento pode tanto indicar um comprador mais interessado e o aproveitamento de oportunidades, quanto um comprador que não faz adequado planejamento.
5) Custos operacionais do setor (telefone, salários, papel, etc.). Os atacadistas e as indústrias estão aderindo ao uso da internet: alguns oferecem sistemas online em que o comprador entra no site para fazer o pedido, outros usam o MSN, Skype e e-mail para receber e enviar cotações e pedidos. O setor de compras da empresa pode reduzir muito seus custos aderindo a essas soluções, por isso esses custos devem ser acompanhados. Além disso, sistemas informatizados que automatizam muitas das funções de compras reduzem os tempos gastos nos processos de cotação, elaboração e envio de documentos, permitindo aos compradores dedicarem mais de seu tempo a funções estratégicas como negociação e desenvolvimento de novos fornecedores e produtos.
6) Preço de compra dos calçados. Esse preço pode ser comparado com índices de mercado, preço orçado e preço de venda. O comprador deve estar atento a novas oportunidades, sejam novos fornecedores e indústrias nacionais, novos produtos acessórios e complementares e até mesmo importação de produtos (como os produtos chineses).
7) Lucratividade. Esse indicador é referente ao desempenho de toda a empresa, mas como é muito influenciado pelo setor de compras, deve ser incluído em suas metas. A criatividade do comprador no desempenho de suas funções pode ter efeitos importantes na lucratividade da empresa.
Indicadores
Os seguintes indicadores podem ser usados para as metas do setor de compras:
1) Preço médio de venda do calçado menos o preço médio de compra (margem bruta). Depende da política da empresa. Mas sua comparação mensal quando não há mudança de política é importante.
2) Rejeições de calçados recebidos – Meta: menos de 1%. Não há indicador externo.
3) Estoque que não se movimentou – Isso é medido na troca de estação, a cada 3 meses. A meta depende do volume de vendas, variedade de marcas trabalhadas, fidelidade da clientela e outros. Calcule essa porcentagem para cada estação durante um ano, e acompanhe esse índice, para que seja reduzido conforme mudanças na estratégia de compras.
4) Número de pedidos de emergência. Acompanhar esse índice, para definir política de compras e se é o caso de aumentar freqüência de pedidos usuais e processo de entrega de mercadorias.
5) Custos operacionais. Metas são estabelecidas após implantação de mudanças. Exemplo: adoção do uso de MSN e Skype devem causar redução significativa na conta de telefone.
6) Preço de compra dos calçados. Indicador: IPA – Índice de Preços por Atacado da FGV. No site da FGV é necessário se cadastrar para ter acesso ao índice, mas você pode acessá-lo direto pelo site http://www.ecrel.com.br/inflacao.htm .
7) Lucratividade. Indicadores setoriais de lucratividade publicados na Revista Maiores e Melhores da Exame, anualmente.
Como remunerar
A maneira indicada para remuneração dos profissionais do setor de compras é o pagamento de um salário fixo adicionado de uma premiação trimestral, vinculada à lucratividade da empresa ou ao atingimento de alguma das metas.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Qual é a porcentagem ideal de margem bruta e mark-up? Como distribuir lucros e dividendos?
Qual é a porcentagem ideal de margem bruta e mark-up para empresa no ramo do comércio varejista de calçados, e como devem ser distribuídos os lucros e dividendos ?
Resposta:
As porcentagens ideais de margem bruta e mark up da empresa são as maiores que se pode conseguir em cada momento. No entanto, abaixo seguem referências que podem ser utilizadas.
Mark-up
O mark-up é o percentual colocado sobre o custo da mercadoria para se chegar ao preço de venda. Como referência, a ABLAC (Associação Brasileira de Lojistas de Artefatos e Calçados) sugere que os varejistas de calçados trabalhem com um Mark up médio maior do que 100%.
Margem Bruta
A definição adotada para margem bruta é a receita bruta das vendas menos custos das vendas menos custos variáveis, dividido pela receita bruta. No setor calçadista, empresas bem sucedidas trabalham com margem bruta que varia de 36% a 48%.
Distribuição de lucros e dividendos
A distribuição de lucros e dividendos deve ser feita conforme acordo entre os acionistas, seguindo as prescrições legais. Os acordos em relação a essa distribuição geralmente dependem dos planos da empresa para o futuro. Há três opções:
1) Distribuir todos os lucros e dividendos.
2) Distribuir apenas uma parte dos lucros. Pode ser distribuído um valor fixo por mês proporcional à participação acionária (por exemplo, R$ 5.000 mensais para cada sócio com 50% das ações) ou uma porcentagem dos lucros (por exemplo, 50%), capitalizando o restante na empresa. Isso é comum quando os sócios não trabalham na empresa, ou quando os pro-labores retirados são muito baixos. Também ocorre quando a empresa tem planos de expansão em longo prazo e está capitalizando para isso.
3) Não distribuir lucros e dividendos. Nesse caso, o dinheiro é capitalizado e reinvestido na empresa. Isso é comum em algumas situações: a) quando a empresa está passando por dificuldades financeiras, b) em épocas de instabilidade econômica, em que as receitas variam de forma inesperada, c) quando a empresa está crescendo e reinveste seus lucros na compra de mercadorias, ou como capital de giro e d) quando a empresa tem planos de abrir uma filial, reformar ou expandir o negócio.
Resposta:
As porcentagens ideais de margem bruta e mark up da empresa são as maiores que se pode conseguir em cada momento. No entanto, abaixo seguem referências que podem ser utilizadas.
Mark-up
O mark-up é o percentual colocado sobre o custo da mercadoria para se chegar ao preço de venda. Como referência, a ABLAC (Associação Brasileira de Lojistas de Artefatos e Calçados) sugere que os varejistas de calçados trabalhem com um Mark up médio maior do que 100%.
Margem Bruta
A definição adotada para margem bruta é a receita bruta das vendas menos custos das vendas menos custos variáveis, dividido pela receita bruta. No setor calçadista, empresas bem sucedidas trabalham com margem bruta que varia de 36% a 48%.
Distribuição de lucros e dividendos
A distribuição de lucros e dividendos deve ser feita conforme acordo entre os acionistas, seguindo as prescrições legais. Os acordos em relação a essa distribuição geralmente dependem dos planos da empresa para o futuro. Há três opções:
1) Distribuir todos os lucros e dividendos.
2) Distribuir apenas uma parte dos lucros. Pode ser distribuído um valor fixo por mês proporcional à participação acionária (por exemplo, R$ 5.000 mensais para cada sócio com 50% das ações) ou uma porcentagem dos lucros (por exemplo, 50%), capitalizando o restante na empresa. Isso é comum quando os sócios não trabalham na empresa, ou quando os pro-labores retirados são muito baixos. Também ocorre quando a empresa tem planos de expansão em longo prazo e está capitalizando para isso.
3) Não distribuir lucros e dividendos. Nesse caso, o dinheiro é capitalizado e reinvestido na empresa. Isso é comum em algumas situações: a) quando a empresa está passando por dificuldades financeiras, b) em épocas de instabilidade econômica, em que as receitas variam de forma inesperada, c) quando a empresa está crescendo e reinveste seus lucros na compra de mercadorias, ou como capital de giro e d) quando a empresa tem planos de abrir uma filial, reformar ou expandir o negócio.
terça-feira, 29 de junho de 2010
Como calcular o capital necessário para um investimento e o retorno do capital?
Como fazer para levantar o capital necessário e retorno do capital, referente investimento em uma loja de calçados, que vai faturar em torno de 80mil por mês, com 04 funcionários? Quais custos e despesas devo levar em conta para fazer este estudo?
Resposta:
Para levantar o capital necessário para investir em uma loja de calçados e o retorno do capital, leva-se em conta os seguintes custos e despesas:
1) Investimentos fixos:
Móveis e equipamentos. Custos com a compra e instalação de Prateleiras, Vitrine, Balcão para atendimento, Cadeiras, Espelhos, Máquinas de calcular portáteis, Máquina registradora, Microcomputadores, Software Gerencial, Impressora, Mesa e cadeiras para área administrativa, fax e aparelho telefônico. Os valores a serem investidos nisso variam muito, dependendo da qualidade e da especificação dos materiais.
Reforma do Imóvel. Se você precisar fazer uma reforma no imóvel para a instalação da loja, esse custo também entra como investimento fixo.
2) Investimentos pré-operacionais
Corresponde a despesas com a legalização da empresa, cursos e treinamentos para os funcionários e divulgação.
3) Capital de Giro
O capital de giro são os recursos necessários para o funcionamento normal da empresa, incluindo a compra de mercadorias, financiamento das vendas e o pagamento das despesas (como o salário dos funcionários, luz, água, etc.) Ao estimar o capital de giro para o começo das atividades da empresa, você deverá apurar o estoque inicial e o caixa mínimo necessário.
O caixa mínimo é calculado com dados dos prazos médios de vendas, compras e estocagem. Como no início de uma empresa as previsões de vendas não são confiáveis, pois as condições de mercado são novas, o SEBRAE indica que se considere como capital de giro correspondente ao caixa mínimo um valor de 100% do valor de investimento fixo, para o varejo calçadista.
Segue abaixo exemplo para cálculo do capital necessário (investimento total):
Investimentos Fixos
ME - Móveis e equipamentos = R$ 14.000
RE - Reforma = R$ 20.000
PO – Despesas Pré operacionais = R$ 4.000
Capital de giro
EI - Estoque inicial = R$ 55.000
CM - Caixa mínimo = 38.000
IT - Investimento Total = Investimentos Fixos + Capital de Giro
IT = ME + RE + PO + EI + CM
IT = 14.000+20.000+4.000+55.000+38.000
IT = 131.000
Portanto, o capital necessário para abrir a loja de calçados seria de R$ 131.000.
Retorno do Capital
1) Forma Simples – Retorno do Capital
Para calcular o retorno do capital é necessário fazer uma previsão do faturamento e dos custos mensais da empresa.
Estimativa do faturamento mensal da empresa. Você já tem. São esses R$ 80.000 por mês.
Estimativa dos custos mensais. Custos de compra dos calçados e embalagens, custos de propaganda, salários e comissões, depreciações, custos fixos operacionais (água, energia, telefone, contador, pró-labore, material de limpeza, material de escritório, etc) e impostos.
Lucro líquido esperado. Estimativa do faturamento esperado menos a estimativa dos custos mensais.
A forma mais simples de calcular o retorno do capital é dividindo-se o lucro líquido esperado pelo investimento total.
Segue exemplo para cálculo do retorno do capital:
FM – Estimativa de Faturamento mensal = R$ 80.000,00
CM – Estimativa dos custos mensais = R$ 72.000,00
LL – Lucro líquido mensal esperado
LL = FM – CM
LM = 80.000 – 72.000
LM = 8.000
RC – Retorno do Capital
IT – Investimento Total = 131.000
RC = LM / IT
RC = 8.000/131.000
RC = 6,1% ao mês
Isso significa que, a cada mês, o empresário recupera 6,1% do valor investido.
2) Forma financeira – Taxa interna de retorno
Para poder comparar os índices de retorno do capital investido em um negócio com os índices de retorno de investimento financeiro, como fundos de ações ou renda fixa, que considera juros compostos, é necessário calcular a taxa interna de retorno do negócio.
A taxa interna de retorno é calculada com base na projeção de fluxo de caixa, sendo o caixa o resultado da projeção de receitas menos a projeção de despesas.
Projeção de receitas. Estima-se que seja a mesma do faturamento.
Projeção de despesas. Despesas com compra dos calçados e embalagens, propaganda, salários e comissões, água, energia, telefone, contador, pró-labore, material de limpeza, material de escritório,impostos e etc..
Exemplo:
PR – Projeção de Receitas = R$ 80.000
PD – Projeção de Despesas = R$ 70.000
PC – Projeção de Caixa
PC = PR – PD
PC = 80.000-70.000
PC = 10.000
A Taxa Interna de Retorno (TIR) pode ser calculada em uma planilha do Excell ou em calculadoras financeiras, lançando-se o valor do investimento total com valor negativo e depois a projeção mensal de caixa para os meses esperados e usando-se a função TIR.
Resposta:
Para levantar o capital necessário para investir em uma loja de calçados e o retorno do capital, leva-se em conta os seguintes custos e despesas:
1) Investimentos fixos:
Móveis e equipamentos. Custos com a compra e instalação de Prateleiras, Vitrine, Balcão para atendimento, Cadeiras, Espelhos, Máquinas de calcular portáteis, Máquina registradora, Microcomputadores, Software Gerencial, Impressora, Mesa e cadeiras para área administrativa, fax e aparelho telefônico. Os valores a serem investidos nisso variam muito, dependendo da qualidade e da especificação dos materiais.
Reforma do Imóvel. Se você precisar fazer uma reforma no imóvel para a instalação da loja, esse custo também entra como investimento fixo.
2) Investimentos pré-operacionais
Corresponde a despesas com a legalização da empresa, cursos e treinamentos para os funcionários e divulgação.
3) Capital de Giro
O capital de giro são os recursos necessários para o funcionamento normal da empresa, incluindo a compra de mercadorias, financiamento das vendas e o pagamento das despesas (como o salário dos funcionários, luz, água, etc.) Ao estimar o capital de giro para o começo das atividades da empresa, você deverá apurar o estoque inicial e o caixa mínimo necessário.
O caixa mínimo é calculado com dados dos prazos médios de vendas, compras e estocagem. Como no início de uma empresa as previsões de vendas não são confiáveis, pois as condições de mercado são novas, o SEBRAE indica que se considere como capital de giro correspondente ao caixa mínimo um valor de 100% do valor de investimento fixo, para o varejo calçadista.
Segue abaixo exemplo para cálculo do capital necessário (investimento total):
Investimentos Fixos
ME - Móveis e equipamentos = R$ 14.000
RE - Reforma = R$ 20.000
PO – Despesas Pré operacionais = R$ 4.000
Capital de giro
EI - Estoque inicial = R$ 55.000
CM - Caixa mínimo = 38.000
IT - Investimento Total = Investimentos Fixos + Capital de Giro
IT = ME + RE + PO + EI + CM
IT = 14.000+20.000+4.000+55.000+38.000
IT = 131.000
Portanto, o capital necessário para abrir a loja de calçados seria de R$ 131.000.
Retorno do Capital
1) Forma Simples – Retorno do Capital
Para calcular o retorno do capital é necessário fazer uma previsão do faturamento e dos custos mensais da empresa.
Estimativa do faturamento mensal da empresa. Você já tem. São esses R$ 80.000 por mês.
Estimativa dos custos mensais. Custos de compra dos calçados e embalagens, custos de propaganda, salários e comissões, depreciações, custos fixos operacionais (água, energia, telefone, contador, pró-labore, material de limpeza, material de escritório, etc) e impostos.
Lucro líquido esperado. Estimativa do faturamento esperado menos a estimativa dos custos mensais.
A forma mais simples de calcular o retorno do capital é dividindo-se o lucro líquido esperado pelo investimento total.
Segue exemplo para cálculo do retorno do capital:
FM – Estimativa de Faturamento mensal = R$ 80.000,00
CM – Estimativa dos custos mensais = R$ 72.000,00
LL – Lucro líquido mensal esperado
LL = FM – CM
LM = 80.000 – 72.000
LM = 8.000
RC – Retorno do Capital
IT – Investimento Total = 131.000
RC = LM / IT
RC = 8.000/131.000
RC = 6,1% ao mês
Isso significa que, a cada mês, o empresário recupera 6,1% do valor investido.
2) Forma financeira – Taxa interna de retorno
Para poder comparar os índices de retorno do capital investido em um negócio com os índices de retorno de investimento financeiro, como fundos de ações ou renda fixa, que considera juros compostos, é necessário calcular a taxa interna de retorno do negócio.
A taxa interna de retorno é calculada com base na projeção de fluxo de caixa, sendo o caixa o resultado da projeção de receitas menos a projeção de despesas.
Projeção de receitas. Estima-se que seja a mesma do faturamento.
Projeção de despesas. Despesas com compra dos calçados e embalagens, propaganda, salários e comissões, água, energia, telefone, contador, pró-labore, material de limpeza, material de escritório,impostos e etc..
Exemplo:
PR – Projeção de Receitas = R$ 80.000
PD – Projeção de Despesas = R$ 70.000
PC – Projeção de Caixa
PC = PR – PD
PC = 80.000-70.000
PC = 10.000
A Taxa Interna de Retorno (TIR) pode ser calculada em uma planilha do Excell ou em calculadoras financeiras, lançando-se o valor do investimento total com valor negativo e depois a projeção mensal de caixa para os meses esperados e usando-se a função TIR.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
O que eu posso fazer para atrair mais clientes?
A minha loja (confecções em geral) tem 3 anos. O que eu posso fazer para atrair mais clientes?
Resposta:
Para atrair mais clientes para sua loja você pode: 1) Descobrir pelo menos um produto de confecção que seja “top de vendas” ; 2) Estabelecer preço que seja atraente e competitivo; 3) Expor os produtos de forma atraente e 4) Fazer divulgação. A divulgação pode ser feita com promoções, propaganda, telemarketing ativo, mala direta e outros.
Capacite, valorize e motive constantemente seus funcionários. Incentive sua participação em treinamentos de atendimento e vendas. Verifique se eles priorizam a satisfação dos clientes. A equipe de vendas precisa estar preparada quando os novos clientes chegarem.
Descubra qual o produto que você vende que é mais desejado pelos clientes: o mais legal, mais bonito, que está vendendo mais. Pode ser uma camisa, saia ou qualquer outro produto que esteja na moda e seja novo e atraente. Se você no momento não tem nenhum produto que seja assim, crie um, ou compre de uma marca legal um produto “top de vendas”. Pode se inspirar nas revistas de moda, desfiles, perguntar aos seus fornecedores, clientes e pedir dicas para suas funcionárias (os). É importante que sua equipe também ache o produto o máximo, pois são elas que vão vendê-lo aos clientes.
Verifique se o preço que você vai cobrar pelo produto “top de vendas” é adequado. Ele não pode ser mais caro que o de seus concorrentes, se eles tem o mesmo produto. Se é um produto exclusivo seu, verifique se seus clientes podem pagar, e acham que o preço é justo.
Arrume as vitrines da loja com composições e outras peças que combinam com o produto e ficam legais. Assim, os clientes vão ficar com vontade de comprar outras peças para compor looks legais, e fica fácil para as vendedoras saberem quais produtos oferecer aos clientes.
Se você entrega sacolas de roupas na casa de clientes conhecidos para eles escolherem com o que vão ficar, é importante mandar peças que se complementem entre si. Se você não oferece essa opção, considere essa hipótese para seus clientes mais antigos e fiéis. Isso pode fazer com que eles comprem mais. Também vale para o caso de clientes que deixaram de comprar por passarem a ter dificuldade para sair de casa ou estar sem tempo (ficaram doentes, estão trabalhando demais, tiveram filhos).
Por último, é importantíssimo divulgar esse seu produto destaque. Por ser um produto “top“ , ele pode atrair novos clientes para a loja e também contribuir para que seus atuais clientes comprem mais.
Comece ações de propaganda como mala-direta ou e-mail marketing. Ações como “Leve este flyer e ganhe tantos porcento de desconto até o dia tal” ou “Só amanhã” funcionam bem. Sempre dê uma vantagem e um prazo para o cliente.
Saber trabalhar os clientes que já tem é um pré-requisito para conquistar mais. Uma dica é usar os próprios clientes existentes para conseguir mais. Usando ainda a tática do desconto e mala-direta promova algo do tipo “cliente cadastrado que trouxer um amigo que compre ganha um brinde” ou “ganhe por indicação” (cliente que indica cliente que compra, ganha um desconto especial ou um brinde, que pode ser um acessório legal que combine com seu produto top de vendas ou com a maioria dos seus outros produtos). Repare que as pessoas sempre gostam de ganhar algo, ou sair em vantagem.
Invista em propaganda para atração de novos clientes. Propaganda em rádio costuma ter um ótimo retorno, quando bem direcionada. Outra ação de vendas que funciona bem, principalmente em datas comemorativas (dias das mães, dia dos pais, natal) é o telemarketing ativo. Ligue para seus clientes antes do dia das mães, do natal, ou da data de aniversário dos seus clientes e informe que chegaram novidades na loja, e sugira que eles comprem um presente pra sua mãe, pai, filho. Se as suas vendedoras souberem de algum produto que sua cliente gostou mas não comprou, ou algum outro que combine com o estilo da sua cliente, informe isso no telemarketing. Todo mundo quer acertar no presente, e se a sua loja contribuir para isso, você vai ter cada vez mais clientes fiéis.
Você também pode divulgar os produtos e promoções da sua loja pelo Orkut e Facebook, e cadastrar a loja nos cadastros gratuitos de empresas na internet, como HotFrog, OLX e listas telefônicas e de endereços.
Lembre-se de investir na renovação de seus produtos “top de vendas”. Descubra-os. São as novidades desejadas que vão atrair novos clientes e trazer de volta seus atuais clientes.
Resposta:
Para atrair mais clientes para sua loja você pode: 1) Descobrir pelo menos um produto de confecção que seja “top de vendas” ; 2) Estabelecer preço que seja atraente e competitivo; 3) Expor os produtos de forma atraente e 4) Fazer divulgação. A divulgação pode ser feita com promoções, propaganda, telemarketing ativo, mala direta e outros.
Capacite, valorize e motive constantemente seus funcionários. Incentive sua participação em treinamentos de atendimento e vendas. Verifique se eles priorizam a satisfação dos clientes. A equipe de vendas precisa estar preparada quando os novos clientes chegarem.
Descubra qual o produto que você vende que é mais desejado pelos clientes: o mais legal, mais bonito, que está vendendo mais. Pode ser uma camisa, saia ou qualquer outro produto que esteja na moda e seja novo e atraente. Se você no momento não tem nenhum produto que seja assim, crie um, ou compre de uma marca legal um produto “top de vendas”. Pode se inspirar nas revistas de moda, desfiles, perguntar aos seus fornecedores, clientes e pedir dicas para suas funcionárias (os). É importante que sua equipe também ache o produto o máximo, pois são elas que vão vendê-lo aos clientes.
Verifique se o preço que você vai cobrar pelo produto “top de vendas” é adequado. Ele não pode ser mais caro que o de seus concorrentes, se eles tem o mesmo produto. Se é um produto exclusivo seu, verifique se seus clientes podem pagar, e acham que o preço é justo.
Arrume as vitrines da loja com composições e outras peças que combinam com o produto e ficam legais. Assim, os clientes vão ficar com vontade de comprar outras peças para compor looks legais, e fica fácil para as vendedoras saberem quais produtos oferecer aos clientes.
Se você entrega sacolas de roupas na casa de clientes conhecidos para eles escolherem com o que vão ficar, é importante mandar peças que se complementem entre si. Se você não oferece essa opção, considere essa hipótese para seus clientes mais antigos e fiéis. Isso pode fazer com que eles comprem mais. Também vale para o caso de clientes que deixaram de comprar por passarem a ter dificuldade para sair de casa ou estar sem tempo (ficaram doentes, estão trabalhando demais, tiveram filhos).
Por último, é importantíssimo divulgar esse seu produto destaque. Por ser um produto “top“ , ele pode atrair novos clientes para a loja e também contribuir para que seus atuais clientes comprem mais.
Comece ações de propaganda como mala-direta ou e-mail marketing. Ações como “Leve este flyer e ganhe tantos porcento de desconto até o dia tal” ou “Só amanhã” funcionam bem. Sempre dê uma vantagem e um prazo para o cliente.
Saber trabalhar os clientes que já tem é um pré-requisito para conquistar mais. Uma dica é usar os próprios clientes existentes para conseguir mais. Usando ainda a tática do desconto e mala-direta promova algo do tipo “cliente cadastrado que trouxer um amigo que compre ganha um brinde” ou “ganhe por indicação” (cliente que indica cliente que compra, ganha um desconto especial ou um brinde, que pode ser um acessório legal que combine com seu produto top de vendas ou com a maioria dos seus outros produtos). Repare que as pessoas sempre gostam de ganhar algo, ou sair em vantagem.
Invista em propaganda para atração de novos clientes. Propaganda em rádio costuma ter um ótimo retorno, quando bem direcionada. Outra ação de vendas que funciona bem, principalmente em datas comemorativas (dias das mães, dia dos pais, natal) é o telemarketing ativo. Ligue para seus clientes antes do dia das mães, do natal, ou da data de aniversário dos seus clientes e informe que chegaram novidades na loja, e sugira que eles comprem um presente pra sua mãe, pai, filho. Se as suas vendedoras souberem de algum produto que sua cliente gostou mas não comprou, ou algum outro que combine com o estilo da sua cliente, informe isso no telemarketing. Todo mundo quer acertar no presente, e se a sua loja contribuir para isso, você vai ter cada vez mais clientes fiéis.
Você também pode divulgar os produtos e promoções da sua loja pelo Orkut e Facebook, e cadastrar a loja nos cadastros gratuitos de empresas na internet, como HotFrog, OLX e listas telefônicas e de endereços.
Lembre-se de investir na renovação de seus produtos “top de vendas”. Descubra-os. São as novidades desejadas que vão atrair novos clientes e trazer de volta seus atuais clientes.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Como estabelecer metas para um departamento de cobrança?
Como estabelecer metas para um departamento de cobrança interno em uma empresa do comércio varejista? Quais os critérios de avaliação do departamento? Como devo remunerar estes profissionais?
Resposta:
São metas importantes para um departamento de cobrança interno de empresa de comércio varejista: 1) índices de inadimplência referenciados a indicador externo e 2) custo do setor. São critérios de avaliação do departamento: 1) índices de inadimplência, 2) custos, 3) recuperação de clientes, 4) prevenção de ações judiciais, 5) inovação. A remuneração dos profissionais pode ser feita com um pagamento de um fixo mais comissões por valores recuperados e premiação, ou apenas comissões e premiação.
Metas
O ideal é que as metas de inadimplência da empresa sejam vinculadas a referências externas para que sejam coerentes com a realidade, permitam avaliações corretas pela gerência e não prejudiquem a motivação dos funcionários (o que ocorre quando as metas estão desvinculadas da conjuntura econômica).
Exemplo de metas para o setor de cobrança de empresa de comércio varejista:
- Utilizar como referência o indicador de inadimplência do Banco Central do Brasil, obtido no site http://www.bcb.gov.br/?INDECO e construir tabela de metas por idade da dívida conforme exemplo:
A relação com o indicador de inadimplência (por exemplo de três vezes para dívidas de até 30 dias) depende do perfil dos meios de recebimento que a empresa utiliza, como cobrança em carteira, cheques pré-datados, cartão de crédito, cartão da própria loja, boleto bancário, débito em conta, e também dos prazos dos procedimentos de cobrança (depois de quantos dias a sua empresa manda carta de cobrança? Quando liga cobrando? Quando envia título para o SPC?) Você deve adaptar essa relação para cada idade da dívida, conforme a realidade da sua empresa e os seus procedimentos de cobrança.
- Custos do setor: Além de índices de inadimplência, é importante ter como meta que os custos do setor (mão de obra, envio de cartas de cobrança, custos telefônicos, envio ao SPC, protesto, cobrança judicial, etc...) sejam menores do que o custo de terceirizar a cobrança. Consegue-se contratar serviços de cobrança externos por um valor que varia de 10 a 20% do valor recuperado.
Critérios de Avaliação
Para avaliar o departamento de cobrança, deve-se acompanhar o atingimento das metas de inadimplência e custo máximo do setor e também os seguintes aspectos:
- Recuperação de clientes: Uma cobrança bem feita tenta recuperar os inadimplentes como clientes e fazer com que eles voltem a comprar.
- Prevenção de ações judiciais: Clientes que se sentem agredidos ou injustiçados pela empresa no processo de cobrança podem acionar a empresa judicialmente. É importante garantir que os valores cobrados sejam realmente devidos, e que a cobrança seja feita de acordo com o código de defesa do consumidor.
- Inovação: O setor de cobrança enfrenta muitos desafios, como encontrar os devedores e a impossibilidade financeira de alguns de quitarem as dívidas. Para isso é necessário que a empresa ofereça possibilidades de negociação, atuação em horários diferenciados (almoço, à noite, sábados), e esteja aberta à adoção de novas idéias. Os funcionários do setor devem ser constantemente treinados e no decorrer do trabalho podem descobrir novas formas de encontrar os clientes, novas possibilidades de negociação e mesmo sugerir outras opções de pagamento que ocasionem inadimplência menor. A gerência deve estar atenta a isso, reconhecer as boas idéias e adotá-las.
Como remunerar
Há duas formas indicadas para remuneração dos profissionais do setor de cobrança: 1) pagamento de um salário fixo mais comissão sobre o valor recuperado mais uma premiação trimestral e 2) pagamento de comissão sobre valor recuperado mais premiação trimestral, com garantia de mínimo.
A primeira forma dá geralmente resultado melhor na recuperação de clientes e a segunda na recuperação das dívidas.
O valor do salário fixo e da garantia do comissionista são estabelecidos na convenção coletiva de trabalho do setor. A comissão para cobradores que recebem o fixo varia geralmente de 0,5 a 1% e para os que não recebem o fixo de 2 a 4 %.
Indica-se que a premiação seja proporcional à recuperação de clientes e relacionada à redução dos custos do setor (inclusive judiciais), adoção de inovações e às receitas totais da empresa. Ela visa incluir os colaboradores na participação dos resultados da empresa, remunerar pelo desempenho do setor de cobrança como um todo e criar valor a longo prazo.
Resposta:
São metas importantes para um departamento de cobrança interno de empresa de comércio varejista: 1) índices de inadimplência referenciados a indicador externo e 2) custo do setor. São critérios de avaliação do departamento: 1) índices de inadimplência, 2) custos, 3) recuperação de clientes, 4) prevenção de ações judiciais, 5) inovação. A remuneração dos profissionais pode ser feita com um pagamento de um fixo mais comissões por valores recuperados e premiação, ou apenas comissões e premiação.
Metas
O ideal é que as metas de inadimplência da empresa sejam vinculadas a referências externas para que sejam coerentes com a realidade, permitam avaliações corretas pela gerência e não prejudiquem a motivação dos funcionários (o que ocorre quando as metas estão desvinculadas da conjuntura econômica).
Exemplo de metas para o setor de cobrança de empresa de comércio varejista:
- Utilizar como referência o indicador de inadimplência do Banco Central do Brasil, obtido no site http://www.bcb.gov.br/?INDECO e construir tabela de metas por idade da dívida conforme exemplo:
A relação com o indicador de inadimplência (por exemplo de três vezes para dívidas de até 30 dias) depende do perfil dos meios de recebimento que a empresa utiliza, como cobrança em carteira, cheques pré-datados, cartão de crédito, cartão da própria loja, boleto bancário, débito em conta, e também dos prazos dos procedimentos de cobrança (depois de quantos dias a sua empresa manda carta de cobrança? Quando liga cobrando? Quando envia título para o SPC?) Você deve adaptar essa relação para cada idade da dívida, conforme a realidade da sua empresa e os seus procedimentos de cobrança.
- Custos do setor: Além de índices de inadimplência, é importante ter como meta que os custos do setor (mão de obra, envio de cartas de cobrança, custos telefônicos, envio ao SPC, protesto, cobrança judicial, etc...) sejam menores do que o custo de terceirizar a cobrança. Consegue-se contratar serviços de cobrança externos por um valor que varia de 10 a 20% do valor recuperado.
Critérios de Avaliação
Para avaliar o departamento de cobrança, deve-se acompanhar o atingimento das metas de inadimplência e custo máximo do setor e também os seguintes aspectos:
- Recuperação de clientes: Uma cobrança bem feita tenta recuperar os inadimplentes como clientes e fazer com que eles voltem a comprar.
- Prevenção de ações judiciais: Clientes que se sentem agredidos ou injustiçados pela empresa no processo de cobrança podem acionar a empresa judicialmente. É importante garantir que os valores cobrados sejam realmente devidos, e que a cobrança seja feita de acordo com o código de defesa do consumidor.
- Inovação: O setor de cobrança enfrenta muitos desafios, como encontrar os devedores e a impossibilidade financeira de alguns de quitarem as dívidas. Para isso é necessário que a empresa ofereça possibilidades de negociação, atuação em horários diferenciados (almoço, à noite, sábados), e esteja aberta à adoção de novas idéias. Os funcionários do setor devem ser constantemente treinados e no decorrer do trabalho podem descobrir novas formas de encontrar os clientes, novas possibilidades de negociação e mesmo sugerir outras opções de pagamento que ocasionem inadimplência menor. A gerência deve estar atenta a isso, reconhecer as boas idéias e adotá-las.
Como remunerar
Há duas formas indicadas para remuneração dos profissionais do setor de cobrança: 1) pagamento de um salário fixo mais comissão sobre o valor recuperado mais uma premiação trimestral e 2) pagamento de comissão sobre valor recuperado mais premiação trimestral, com garantia de mínimo.
A primeira forma dá geralmente resultado melhor na recuperação de clientes e a segunda na recuperação das dívidas.
O valor do salário fixo e da garantia do comissionista são estabelecidos na convenção coletiva de trabalho do setor. A comissão para cobradores que recebem o fixo varia geralmente de 0,5 a 1% e para os que não recebem o fixo de 2 a 4 %.
Indica-se que a premiação seja proporcional à recuperação de clientes e relacionada à redução dos custos do setor (inclusive judiciais), adoção de inovações e às receitas totais da empresa. Ela visa incluir os colaboradores na participação dos resultados da empresa, remunerar pelo desempenho do setor de cobrança como um todo e criar valor a longo prazo.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Qual o cálculo correto para apurar e acompanhar o índice de inadimplência e perdas de carteira a receber no comércio varejista?
Em geral, são considerados inadimplentes no varejo os títulos vencidos há mais de 90 dias e menos de 180 dias, e perda de carteira os não recebidos há mais de 180 dias. O acompanhamento da inadimplência é feito através da idade dos títulos vencidos. Há também outros critérios para cálculo do índice de inadimplência, que serão citados no final.
Abaixo segue explicação mais detalhada.
Como exemplo para cálculo, considere os seguintes dados de uma empresa de varejo, na data de 01/05/2010:
Perda de Carteira
A maior parte dos institutos de pesquisa e análise econômica considera como perda de carteira os títulos vencidos há mais de 180 dias e que não foram pagos. Ela é calculada utilizando-se os dados de faturamento de um mês de referência.
A perda de carteira da empresa do exemplo acima no mês de maio de 2010 é feita considerando os valores referentes aos títulos emitidos em outubro de 2009 (ou seja, há mais de 180 dias e menos de 210 dias) e que não foram pagos até o final de abril de 2010.
PC – Perda de carteira
TP – Títulos cujo pagamento está pendente mais de 180 dias após a data do vencimento original, ou seja, títulos emitidos em outubro de 2009 e que não foram pagos até o final de abril – R$ 500
TT – Títulos com vencimento em outubro de 2009 – R$ 120.000
PC = TP/TT = 500/120.000 = 0,004 = 0,4%
Ou seja, a perda de carteira em maio de 2010 (que é calculada com os dados referentes ao faturamento de outubro de 2009) foi de 0,4% ou R$ 500.
Índice de Inadimplência
Em geral, são considerados no cálculo do índice de inadimplência no varejo os títulos vencidos há mais de 90 dias e menos de 180 dias. O índice de inadimplência é calculado conforme a fórmula abaixo. Veja o exemplo:
TT90 - total de títulos emitidos com vencimento entre 90 e 180 dias (novembro/2009, dezembro/2009 e janeiro/2010)= 80.000+150.000+100.000 = 330.000
TI90 – Títulos cujo pagamento ainda esteja pendente 90 dias após a data do vencimento original (novembro de 2009 a janeiro de 2010)= 3.000+2.000+1.000 = 6.000
Ou seja, o índice de inadimplência da empresa em maio de 2010 é de 1,8%.
Acompanhamento da Inadimplência
Para acompanhar a inadimplência sugere-se fazer uma tabela de idade das dívidas, e atualizá-la mensalmente, semanalmente ou diariamente, conforme a necessidade da empresa. Segue tabela de acompanhamento de inadimplentes com dados do exemplo:
Abaixo segue exemplo de cálculo do índice de inadimplência de uma empresa, conforme o critério acima:
TS - Valor dos títulos enviados para o SPC no mês de abril/2010: R$ 5.000
Abaixo segue explicação mais detalhada.
Como exemplo para cálculo, considere os seguintes dados de uma empresa de varejo, na data de 01/05/2010:
Perda de Carteira
A maior parte dos institutos de pesquisa e análise econômica considera como perda de carteira os títulos vencidos há mais de 180 dias e que não foram pagos. Ela é calculada utilizando-se os dados de faturamento de um mês de referência.
A perda de carteira da empresa do exemplo acima no mês de maio de 2010 é feita considerando os valores referentes aos títulos emitidos em outubro de 2009 (ou seja, há mais de 180 dias e menos de 210 dias) e que não foram pagos até o final de abril de 2010.
PC – Perda de carteira
TP – Títulos cujo pagamento está pendente mais de 180 dias após a data do vencimento original, ou seja, títulos emitidos em outubro de 2009 e que não foram pagos até o final de abril – R$ 500
TT – Títulos com vencimento em outubro de 2009 – R$ 120.000
PC = TP/TT = 500/120.000 = 0,004 = 0,4%
Ou seja, a perda de carteira em maio de 2010 (que é calculada com os dados referentes ao faturamento de outubro de 2009) foi de 0,4% ou R$ 500.
Índice de Inadimplência
Em geral, são considerados no cálculo do índice de inadimplência no varejo os títulos vencidos há mais de 90 dias e menos de 180 dias. O índice de inadimplência é calculado conforme a fórmula abaixo. Veja o exemplo:
TT90 - total de títulos emitidos com vencimento entre 90 e 180 dias (novembro/2009, dezembro/2009 e janeiro/2010)= 80.000+150.000+100.000 = 330.000
TI90 – Títulos cujo pagamento ainda esteja pendente 90 dias após a data do vencimento original (novembro de 2009 a janeiro de 2010)= 3.000+2.000+1.000 = 6.000
II – índice de Inadimplência
II = TI90/TT90 = 6.000 / 330.000 = 0,018 = 1,8%
Acompanhamento da Inadimplência
Para acompanhar a inadimplência sugere-se fazer uma tabela de idade das dívidas, e atualizá-la mensalmente, semanalmente ou diariamente, conforme a necessidade da empresa. Segue tabela de acompanhamento de inadimplentes com dados do exemplo:
Considerações
Alguns órgãos de pesquisa (como o Dieese, Serasa e o IBGE) não consideram esse critério de 90 dias para cálculo do índice de inadimplência, mas sim os valores referentes a: 1)títulos que foram protestados no mês, 2) valores enviados para o SPC pelas empresas, 3)os valores em cheques devolvidos mais de 2 vezes, 4) outros. Esses valores são comparados com o valor dos títulos gerados no mesmo período.
Como cada empresa tem um critério diferente de prazo para envio de títulos para protesto ou SPC, os índices de inadimplência apurados por esse método podem dar resultados diferentes dos calculados pelo critério da idade da dívida.
Abaixo segue exemplo de cálculo do índice de inadimplência de uma empresa, conforme o critério acima:
TT - Valor total dos títulos emitidos no mês de abril/2010: R$ 110.000
TC - Valor dos cheques devolvidos mais de 2 vezes no mês de abril/2010: R$ 1.000
TR - Valor dos títulos enviados para protesto no mês de abril/2010: R$ 0
II - Índice de Inadimplência
II = (TC+TS+TR)/TT
II = (1.000+5.000+0)/110.000
II = 6.000/110.000
II = 0,055 = 5,5%
Se sua intenção é comparar o índice de inadimplência de sua empresa com o de outras empresas ou com algum índice publicado na imprensa, é importante verificar qual o critério utilizado no cálculo desse índice e usar o mesmo.
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